O ator Begê Muniz vive Jonathas, em seu desterro ha 30Km de sua casa FOTO CRISTINA FERREIRA
Por Márcio Villares,
Sábado, 17 de setembro de 2011; batida a última claquete do longa-metragem "A FLORESTA DE JONATHAS", primeiro projeto oriundo da Região Norte contemplado com o edital de longas metragens de Baixo Orçamento da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Durante 35 dias de filmagem, equipe e elenco trabalharam com afinco para realizar uma obra audiovisual de qualidade e beleza. "A Floresta de Jonathas" foi todo rodado em locações rurais e ambientes de floresta próximos a Manaus.
Com roteiro e direção de Sérgio Andrade, autor dos curtas premiados "Cachoeira" e "Um Rio Entre Nós", "A Floresta de Jonathas" possui elenco composto pelos atores locais Francisco Mendes ( A Festa da Menina Morta), Begê Muniz (Cachoeira), Socorro Papoula, Ítalo Castro, Alex Lima, além da participação de Viktoria Vyniarska, atriz ucraniana radicada nos EUA e do ator Chico Diaz.
Livremente inspirada em fatos reais, a história do filme liga dois lados do mundo selvagem Amazônico, o de dentro (da mata) e o de fora (urbano, civilizado) através da saga do jovem Jonathas que, aos 19 anos, vive em um sítio na área rural do Amazonas com a família e, de forma quase inexplicável, se perde na mata. O mais impressionante é a percepção do quão fácil e ameaçador é tornar-se náufrago em terra-firme, como sempre verificamos nos relatos dos perdidos na mata. Uma espécie de desterro forçado, com distâncias apenas de alguns quilometros de casa. Esse mistério permeia sempre o drama de um incontável número de anônimos, interioranos ou não, que se perdem em região de floresta no Amazonas, anualmente. Sempre um fascínio pela natureza se enlaça com a confusão mental, a desorientação geográfica e o terror pelo subjugo da mata. Todos que se perdem e são achados insistem em afirmar serem presas fáceis na teia da Floresta, que parece unir-se, com todos os seus elementos, para desestruturar qualquer equilíbrio lógico de sobrevivência. Para escapar disso é preciso ser bem preparado e tranquilo.
"A Floresta de Jonathas" entretanto adiciona mais alguns itens ao drama do 'perdido', que só a licença poética do Cinema pode prover. O filme adentra na floresta e esta o transforma em um território natural. Estão lá os apelos da linguagem jovem, as engenhosidades da trama, mas também percebemos elipses naturais, oferecidas pelas árvores, pelos insetos e pelos caminhos labirínticos, como se do mato surgissem trucagens inesperadas, somando-se ao roteiro e daí para a câmera. O filme, como diz Sérgio, nos convida a um exercício rigoroso de construção do 'olhar', em que o espaço de ação dramática reproduz e repensa o isolamento e a exuberância da floresta inóspita.
Além dos recursos do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) O filme tem apoio tambem, até o momento, da Secretaria de Cultura do Amazonas, do Guaraná Tuchaua/ Belágua e Atack.
"A Floresta de Jonathas" entretanto adiciona mais alguns itens ao drama do 'perdido', que só a licença poética do Cinema pode prover. O filme adentra na floresta e esta o transforma em um território natural. Estão lá os apelos da linguagem jovem, as engenhosidades da trama, mas também percebemos elipses naturais, oferecidas pelas árvores, pelos insetos e pelos caminhos labirínticos, como se do mato surgissem trucagens inesperadas, somando-se ao roteiro e daí para a câmera. O filme, como diz Sérgio, nos convida a um exercício rigoroso de construção do 'olhar', em que o espaço de ação dramática reproduz e repensa o isolamento e a exuberância da floresta inóspita.
Além dos recursos do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) O filme tem apoio tambem, até o momento, da Secretaria de Cultura do Amazonas, do Guaraná Tuchaua/ Belágua e Atack.